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sábado, 25 de fevereiro de 2017

Guardados


Guardados

Peneiro os meus discos,
Nos olhos, uns ciscos
Teimam em ficar.

Eles não têm riscos
E ouço ainda os chuviscos
A comemorar

Alguns bons petiscos.

Todos vou guardar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Erratas


Erratas

Sumiram as erratas
Que foram ensinadas;
Esquecidas, são ainda úteis.

Palavras apagadas,
São frases mal formadas,
Informações inúteis.

Ideias concatenadas,

Por certo, não são fúteis.


Ps. poema feito para lembrar que dificilmente se leem erratas sublinhadas no noticiário da internet, o que deixa os leitores confusos a respeito da informação útil e correta, deixando a dúvida e isso é desinformação.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Temporalidade


Temporalidade


Entre escolhas e obrigações,
A vontade e a necessidade,
Eis que muitas são as direções,
Determina-as a realidade.


Nada exclui as próprias exclusões
Da sutil naturalidade
Que se nega as quaisquer opções;
Circunspecta interioridade.


Necessárias são as reflexões
Por momentos, solta a humildade,
Nessas tantas pré-posições;
É a poesia e a temporalidade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Aí é Outro Departamento

Aí é Outro Departamento


     O problema não é a profissão de fé, a falta de fé, a consciência racional; é com cuidado que se cuida das pessoas carentes de fé.
     O problema é ser contra o que Deus ensina. O problema é tentar a Deus.
     " Não se repete o que o "coisa ruim" diz."
     O bom é procurar as palavras boas e edificantes, coisas que podem auxiliar a fé. Mas, ao contrário, a gente deixa para Deus resolver.
     Não se consegue entender a raiva contra a fé e é por isso que, nós, cristãos, chamamos essas coisas de coisas vindas de anjo mau, caído da proteção de Deus por vontade.
     Infelizmente tem gente que se diverte peversamente dizendo e fazendo-se contra o bom ensinamento.
     Acreditem, tem gente que quer o Outro Departamento, o mal.
     Numa linguagem simples, a resposta perfeita:
     _Eu não posso repetir o que ouvi, mas posso avisar a senhora sobre os adeptos do anjo mau.
     Gostei de ouvir e verificar esse posicionamento.
     Queremos o bem e não divulgamos as atividades do aml, mesmo quando eles pedem para serem divulgados, numa propaganda diabólica.
     Sei que a pessoa falou a verdade, pois é assim que eu mesma faço contra o "coisa ruim".
     Muita gente já sabe dessa história, mas sabe do tempo em que eu não era cristã. Quando não se é cristã, o que se ouve de ruim é compartilhado.
     De novo e mais uma vez, a mesma história: a pessoa se exibe como que desprezando a existência do divino e dizendo que é mais poderosa que o altíssimo.
     Acredito que, a essa altura do tempo que a pessoa se repete e, somando-se a isso, o tempo em que se pensava que se falasse, a situação mudaria, é muito tempo.
     Mas a pessoa não é bandida, mas gosta de estar contra tudo o que pode ser pela fé.
     A maldade consiste em fazer os outros desacreditarem Daquele a quem, por ser contra, não se sente abençoada.
     Longe de ser ateia, esse tipo de provocação é contra a fé, mas de maneira completamente diferente daquele que é ateu. A pessoa lê a palavra sagrada para encontrar argumentos para tirar a fé que mora na alma do outro.
     Hoje não fui eu quem ouviu, mas a pessoa em questão se comportou em acordo à doutrina que diz que o mal não se propaga.
     No tempo em que eu ouvia, era absurdo, conforme a frase abaixo:
     _Continua com o teu "deusinho querido"? O que é ele faz por você?
     Hoje, a resposta está óbvia: Aquele em que creio me acompanha em todas as horas me dando conforto e consolação nas horas difíceis.
     Não sei o que houve, mas sei que a fé prevaleceu porque se orou ao invés de se comentar qualquer coisa ruim. É melhor assim.
     Acreditamos na liberdade da prática religiosa.
     Esse tipo de provocação é perigosa e é bom que se avise o outro quando acontece algo como esse tipo  de situação.
     Deus é amor. Se alguém não crê, mas cultiva o amor ao próximo dentro do coração, está bem.
     Quem é contra o amor ao próximo é melhor nem comentar, mas é preciso saber.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Momentos


Momentos

Bordados guardados
Em busca de luz
São fios caprichados
Em ponto de cruz.

Nesses fios mesclados,
O opaco reluz,
Pois dizem calados
O que se deduz.

Avessos colados,
Castanhas cajus,
Sequilhos dourados,
E, a paz, pressupus.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

À Martelada


À Martelada

Um poema martelado,
Rústico e mobiliado,
Também rima e verseja.

É o desenferrujado
Parafuso enroscado
Numa grande presteza.

Quase como gritado,

Mas, consoante, verseja.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Passeio de Casa

Passeio de Casa


     Para quem está em casa sem muito o que fazer, uma boa ideia é passear acompanhada pelo Google.
     A ideia é a seguinte: escolhe-se uma localidade sobre a qual se tem alguma curiosidade e, pronto, o passeio virtual começa.
     O passeio é virtual, mas como o blog, a experiência é real.
     Outro dia me perguntaram por que é que ainda não conheço Manaus, Amazonas, Brasil. É só tomar as vacinas recomendadas e ir até lá. Afinal, quem vai para Nova York durante o inverno, se for esperto, toma a vacina contra a gripe e a pneumonia.
     O argumento é bom, mas eu não pretendo e nem posso viajar por enquanto, ando abraçando a casa, esse meu mundo diário.
     A curiosidade veio e cliquei no mapa de Manaus. Com o mapa na tela do computador a gente começa a idealizar uma possível estadia por aquele estado.
     O rio Amazonas, as regiões ribeirinhas, as ruas, as calçadas, as vitrines do que se veste por lá, é uma imensidão de novidades agradáveis de se visitar.
     E tem mais, a gente pode perceber o povo nas ruas, o indo e vindo pelas avenidas, é uma viagem.
     Além do mais, é uma viagem econômica, porque o gasto se resume em alguns biscoitos e uma garrafa de guaraná gelado em frente ao computador.
     Passeando sem pressa, pode-se observar a natureza, os barcos catamarã, as flores vitória-régia.
     Quando a gente sai do computador, a impressão que se sente é muito boa.
     Os problemas do dia a dia foram esquecidos e o lazer foi real.
     Do estado do Amazonas, o que eu experimentei na vida real foi uma compota de tamarindo e um panetone de cupuaçú, além de um caldo famoso que amortece a língua, espera um pouco, vou pesquisar o nome do caldo. Pronto o nome do caldo é "Tacacá no Tucupi". Há alguns anos atrás o SENAC de Curitiba trazia à cidade festivais gastronômicos e dentre esses festivais, eu me lembro de ter ido ao festival gastronômico de comida amazonense e estava tudo excelente. As reservas eram antecipadas e era preciso marcar com alguns dias de antecedência para conseguior almoçar lá no meio da semana. Aos finais de semana, a fila era tanta, que era impraticável. No entanto, na fila de espera eram servidos sucos típicos e castanhas para degustação.
     Passear pela internet é quase tão bom quanto ir ao festival gastronômico, mas não engorda.
     Também não esqueço de uma moça amazonense que estava repetindo a sobremesa, coisa que eu fiz também. Comen´tavamos que se comia demais nessas feiras, mas também o sabor do doce de tamarindo era inigualável.
     A moça, uma amazonense residente em Curitiba, disse que estava com muita saudade daquele sabor.
     Realmente muito bom, repliquei.
     _É pra comer de lamber os beiços.
     Concordei e enchi a cambuca com doce de tamarindo.
     Acontece que, viajar até lá, ainda não me foi possível, pelo menos até o Google mapas me permitir esse lazer.
     Desanuvia o espírito, coisa que os mais antigos diziam.
     Se você está em casa, como eu estou, escolha uma cidade, escolha um lugar que goste, visualize a rua e siga. Pare em cada esquina e semáforo, olhe o que a cidade oferece e se divirta. O automóvel é Google também.
     De vez em quando a gente inventa o lazer.