Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Autoestima

Autoestima


Por vontade, dengo ou vaidade,
O cansaço é deixado ao lado,
  Cochilado em hora metade,
Porém, nunca negligenciado.


Ele é amigo da amenidade
E precisa ser ausentado;
Atitude da afinidade,
Que é presente ao seu presenteado.


A hora contínua é vaidade,
Esse dengo é infantilizado,
Todo sono vence a vontade;
É melhor que seja abençoado.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Clave


Clave

Se não sei,
Quem o sabe;
Não parei.

Se vou, andei,
E me vale
E estarei

Numa clave;

A que farei.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Brisa de Verão

Brisa de Verão

Ainda é verão,
Bom, venturoso,
Nessa feição;
Ainda amistoso,

Numa acepção,
Ainda vaidoso
Nessa emulsão,
E cuidadoso

Numa expressão
De vento, cioso
Que é da emoção;
Morno e precioso.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Hora Musical

Hora Musical


Essa sensação das horas
Que correm e não ultrapassam
Ao relógio das nove horas,
E as melodias se entrelaçam

Em composições mimosas
Que ressoam sem que se façam
De rogadas, atenciosas
Em detalhes que as engraçam,

São essas cantigas de rodas
Lúdicas fitas que laçam,
Porque estão além dessas modas
Das horas que hoje me abraçam.   

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Não é Que / Minicrônica

Não é Que / Minicrônica

     Entre um café e um pão de queijo, os policiais orientam:
     _Em caso de violência, eu oriento a ir até a delegacia, prestar queixa, para depois ser encaminhada a vítima para o exame de corpo de delito e daí em diante é por nossa conta.
     Uma breve palestra ótima.
     No dia seguinte, perguntam se estou sabendo do que estava acontecendo. Não, não estava.
     No entanto, a julgar pela palestra no café, algo não estava indo bem.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O Que Quase Ninguém Acredita / Reflexão


O Que Quase Ninguém Acredita / Reflexão

     Quase ninguém acredita que é possível viver bem nessa fase de transição que nos leva a ser sexagenárias.
     Para passar essa fase da maturidade é preciso acreditar que é possível viver bem, mesmo sem comer carne vermelha e ter que cuidar do colesterol. O primeiro passo é manter a consciência leve e evitar os embutidos, etc.
     Também é possível aceitar as rugas, e isso é uma questão pessoal. Quem quiser, que faça a sua plástica, o seu botox e outras facilidades, que são alcançáveis a preços módicos. Uma conhecida fez plástica, pagou com cartão de crédito e está muito satisfeita.. Outra ficou realmente muito bonita e não suportava se olhar no espelho.
     O problema está em como a pessoa se sente em relação a si mesma, pois se a pessoa se sente bem do jeito que está e já tem maturidade para saber de si, para que mudar? Mas, se a pessoa sente que pode se sentir melhor com algumas modificações, por que não fazer.
     A harmonia entre o pensamento e a atitude é fundamental para fazer com que qualquer pessoa se sinta melhor consigo mesma.
     Daquilo que não se escolhe, adapta-se. Digo porque eu não sou contra um bife mal-passado com fritas, muito ao contrário. Fui especialista na arte dos rosbifes e, até posso fazer, mas comer, não.
     Não adianta ter medo de envelhecer. Quando eu vejo tantos sexagenários muito bem dispostos não importando algumas restrições, eu os faço de exemplo.
     A juventude cronológica já passou, a capacidade de manter a alma viva, cheia de fé, depende de cada pessoa. Uns precisam que lhes seja dado um estímulo, outros são tão enérgicos, que nem é bom aumentar-lhes a disposição.
     Cultivar a cultura é algo que pode fazer bem e dizer isso parece enfadonho. Acontece que cada um de per si tem que procurar o que lhe agrada. Tem gente que gosta de cultivar horta. São pessoas cultas e sabem muito sobre plantações orgânicas e são felizes com essa atividade.
     O meu lazer é a cultura. Como dizem por aí, eu não tenho talento para a botânica, nem para as flores e nem para os legumes.
     Ocupar a mente e o corpo com atividades úteis, isso também faz bem. Servir um pedaço de bolo pode ser melhor que comer. 
     Mal exemplificando, permita-se comer uma fatia de queijo com café. Se escrevo, falo de mim mesma. De vez em quando é tudo o que eu quero: uma fatia de queijo e uma xícara de café. Continuando a falar de mim mesma, eu mesma me dou a condescendência de me permitir uma fatia de queijo, tendo em vista a falta de carne obrigatória.
     Aliás, essa é uma atitude que faz bem a qualquer pessoa. Compartilhar com alguém que está na sua casa, uma fatia de queijo com café e falar de si e ouvir o outro contar de si.
     As experiências diferem de pessoa para pessoa e se aprende a ser feliz ouvindo e trocando ideias.
     Trocar ideias é uma atitude essencial. Ideias sinceras, sabores compartilhados sem expectativas.
     Porque muitas vezes daquilo que a gente não gosta, tem quem goste. Sobrou mais uma fatia de queijo, ah! que bom.
     
        

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Singeleza da Alma

Singeleza da Alma


A música me leva
Ao pensamento puro,
Onde a alma se embeleza,


Porque Deus se revela
Presente, e sem mesuro,
E a esperança é arandela


Da beleza singela

Do que, em pauta, murmuro.